Aqui nesta sala tão fria,
ah, desliguem esse ar!
Rodeada dessa gente insossa, incolor e
vazia, vem-me a lembrança da sua
mão, grossa, a passear assim rude,
sobre a minha pele, que a acolhe,
abraça e nunca a repele.
Quando firme me laça em seus braços
fortes, vai-se a mulher frágil,
vem poderosa a rainha.
Rosto então se aquece, viro e me reviro,
ágil, à volta tudo se esquece.
A temperatura é febril e assim me
entrego, toma-me, a devassa.
Leva-me ao sossego.
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Verdade,
ResponderExcluirÉ acima de tudo
GENTE!
Maria Luísa